Associado da Unitec desenvolve assessoria ambiental em frigorífico

    Há mais de um ano, o engenheiro agrônomo Paulo André Klarmann, sócio-fundador da Unitec, desenvolve ações de assessoria ambiental para o frigorífico Alibem, nas unidades de Santa Rosa e Santo Ângelo.

    A Alibem é uma empresa do ramo alimentício, que tua no segmento de proteína animal, produzindo carne suína e carne bovina. É a segunda maior empresa de suínos no Rio Grande do Sul e a quinta maior do Brasil em volume de abates, exportando para mais de 40 países e distribuindo os produtos em todas as regiões do país.

    Klarmann explica que, atualmente, as unidades de Santa Rosa e Santo Ângelo abatem cerca de três mil suínos por dia, em cada uma. Logo, toda empresa do ramo industrial ou agroindustrial que produz resíduos líquidos precisa tratá-los em uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) para então ser destinado.

    “A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), entidade que regula toda atividade geradora de efluentes, tem algumas exigências que precisam ser cumpridas para conceder licença. E uma destas condicionantes se resume ao trabalho que desenvolvo, de assessoria ambiental, que envolve a destinação dos resíduos”, acrescenta.

    Segundo Klarmann, os resíduos líquidos tratados, chamados de lodo, serão destinados ao solo. “O lodo é transportado diariamente para as áreas de lavouras de grãos cedidas. E é a partir daí que começo a desenvolver meu trabalho. Por meio de análises de solo e do lodo gerado nas ETE’s, produzo relatórios técnicos a partir de visitas às áreas onde é destinado este lodo após o tratamento.”

    O associado da Unitec destaca que engenheiro agrônomo é o profissional habilitado e capacitado para analisar os limites de aplicação, previstos na legislação, por envolver conhecimentos acerca de solo e de plantas. “O lodo é um biofertilizante. Embora tenha baixas concentrações de nutrientes, existe um limite de aplicação devido ao volume e frequência aplicado”, explica.

    O trabalho de Klarmann consiste em fazer o acompanhamento do monitoramento das aplicações de lodo industrial em áreas agrícolas, avaliando o impacto gerado. “Além disso, verifico in loco, realizando registros fotográficos e avaliação das plantas. Forneço, então, o relatório técnico semestral para a Fepam, avaliando como estão as áreas e o lodo, a partir de análises de laboratório, interpretando os nutrientes presentes no lodo e a quantidade destinada ao solo, a partir das planilhas de aplicação. Temos um controle de tudo isso e do impacto gerado nas culturas presentes nestas áreas”, afirma.

    O engenheiro agrônomo explica que o lodo em questão, por suas características especiais como fonte de suprimento de carbono e nitrogênio orgânico, promove no solo melhorias de sua estrutura física e biológica por servir de alimento aos micro-organismos, os quais são responsáveis por inúmeros processos de ativação biológica e ciclagem de nutrientes.

    “Além disso, pode ser considerado um condicionador do solo pelo fato de não possuir acidez e conter macro e micronutrientes em sua composição, que irão suprir de nutrientes as espécies cultivadas, bem como proporcionar melhores condições das plantas suportarem situações abióticas adversas no campo. Em resumo, sua aplicação controlada nas lavouras é benéfica ao solo e às plantas e ajuda a racionalizar o uso de fertilizantes minerais, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental das propriedades rurais”, finaliza Klarmann.

    Fonte: Assessoria de comunicação Unitec | Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999