‘Não Chore o Óleo Derramado II’ trabalhou habilidades e autonomia nos participantes

Projeto da Fundação Banco do Brasil envolveu 60 participantes da Apae de Três de Maio, que aprenderam a fabricar sabão e sabonete

 

Trabalhar habilidades e autonomia nos participantes, além de ser uma fonte geradora de renda foram os principais objetivos do projeto ‘Não Chore o Óleo Derramado II’, da Fundação Banco do Brasil, desenvolvido na Apae de Três de Maio, de iniciativa do voluntário do Banco do Brasil de Três de Maio, José Pinzon.

Conforme a coordenadora do projeto, assistente social da Apae, Laís Schwarz, o projeto contou com oficinas de fabricação de sabão e sabonete, que totalizaram 48 horas de aula, e atendeu 60 pessoas, sendo 30 mães de alunos e 30 alunos. “O projeto iniciou em outubro do ano passado e nos meses de novembro e dezembro foram feitas as divulgações e sensibilização com as mães e alunos que participariam. Em dezembro foi feito o lançamento e em janeiro realizamos a primeira aula.”

A monitora das oficinas foi a bióloga Marilei Dockhorn, que também é colaboradora da Apae. Laís destaca que o projeto, com as mães, alcançou uma grande troca de experiência, “porque elas vivem a escola especial e compartilham cotidianos de cuidadoras de pessoa com deficiência.”

O projeto ‘Não Chore o Óleo Derramado I’, anterior a este, desenvolvido em 2017 também pela Fundação Banco do Brasil, trabalhou com a sensibilização da comunidade e de escolas sobre o descarte correto da gordura e seu recolhimento. E nesta segunda etapa, foi utilizada esta gordura recolhida. Estamos tentando, nos próximos editais, inserir uma nova edição deste projeto, visto que já existe procura de pessoas para participarem. Mas dependemos da abertura de novos editais para isso”, adianta Laís.

Na quarta-feira, 5 de junho, foi realizada a solenidade de encerramento do projeto. Laís iniciou a fala agradecendo às mães que aceitaram o convite e se envolveram nas atividades, destacando que os objetivos propostos pelo projeto foram alcançados com êxito.

A diretora administrativa da Apae, Nadir Gabe, frisou a importância do projeto pelo seu viés econômico, já que a fabricação de sabão e sabonete pode ser uma fonte de renda nas famílias dos participantes. “Vocês, mães especiais, têm capacidade e talentos diversos. Seja na fabricação de sabão e sabonete ou de outros produtos, receberam aqui a capacitação para produzirem em suas casas. E o envolvimento de vocês foi exemplar!”

A monitora das oficinas, Marilei, encerrou o ato com uma reflexão sobre aquele dia, em que se comemorou o Dia do Meio Ambiente. “É uma boa coincidência, já que este projeto beneficia o meio ambiente, pois a gordura utilizada para fabricar o sabão vem da consciência ecológica de descartá-la de forma correta. Esta é apenas uma das ações que podemos fazer, em casa, e que faz toda a diferença no cuidado com nosso ambiente. Também agradeço a todos que participaram e se empenharam nas oficinas.”

Na sequência, houve sorteio de sabonetes para os alunos e mães presentes. Os participantes confraternizaram com um lanche e puderam levar para casa os sabões e sabonetes que produziram. A Apae de Três de Maio, com os recursos oriundos do projeto, forneceu todos os ingredientes para a fabricação dos produtos.

Mais que aprendizado, curso proporcionou grande troca de experiências entre as mães

Sílvia Martinelli, uma das participantes do curso, avaliou o curso como ótimo. “Estar com o grupo foi uma verdadeira terapia. Conheci este grupo de mães especiais e pudemos trocar experiências, o que pra mim foi muito importante. Acabamos nos envolvendo ainda mais com a Apae. Criamos laços de amizade e carinho aqui. Eu já sabia fazer sabão e sabonete, mas aqui pude aprender de forma mais aprofundada. Com certeza eu faria novamente o curso”, disse.

Já Eliete Lenhardt aprendeu, na oficina, a produzir sabão e sabonete. “Participei porque queria aprender a fazê-los e para mim isso será muito útil. Aqui no grupo pude me envolver nas atividades e interagir com as outras mães participantes, que, assim como eu, têm filhos especiais, e são alegres, de bem com a vida. Eu iniciei o curso bastante tímida e saio daqui mais extrovertida. Aprendi muito e agradeço pela oportunidade”, finaliza.

 

Texto e fotos: Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999